Entendendo o setor
O setor de transporte e logística reúne as empresas que movimentam pessoas e cargas no Brasil: a ferrovia Rumo (RAIL3), concessões rodoviárias como Motiva (MOTV3, ex-CCR), EcoRodovias (ECOR3) e Triunfo (TPIS3), operadores portuários como Santos Brasil (STBP3) e Porto Sudeste (PSVM11), transportadoras como Tegma (TGMA3) e JSL (JSLG3), a navegação de Hidrovias do Brasil (HBSA3) e Log-In (LOGN3), as companhias aéreas Azul e GOL e as locadoras Localiza (RENT3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3).
A infraestrutura de transporte tem um perfil de investimento próprio: concessões de longo prazo, receita ligada ao volume de cargas e ao tráfego, forte necessidade de capital e contratos com reajuste por inflação. Ferrovias e portos são fortemente ligados ao agronegócio e à exportação de commodities; rodovias dependem do tráfego de veículos pesados e leves; aéreas dependem de demanda de passageiros, querosene e câmbio.
Já as locadoras de veículos são um caso à parte: o negócio combina compra de frota, locação para empresas e pessoas físicas e venda de seminovos, com resultado muito sensível ao custo de aquisição dos carros, à taxa de juros e ao preço do usado.
Como funciona
Concessões rodoviárias e ferroviárias têm receita previsível, contratos longos e alto capex, com pedágio e tarifa reajustados por inflação. Portos e transportadoras dependem do volume movimentado. Aéreas operam com custo fixo elevado, combustível em dólar e receita em reais, o que amplia a volatilidade do resultado. Locadoras têm margem definida pelo spread entre a taxa de locação e o custo de capital e pela venda dos carros usados, e são sensíveis à Selic.
Principais riscos
Endividamento e juros altos são o maior risco do setor, por causa do capex intensivo. Concessões têm risco regulatório e de renovação. Aéreas enfrentam combustível, câmbio, sazonalidade e passaram por processos de reestruturação nos últimos anos. Ferrovias e portos dependem da safra e do preço das commodities exportadas. Locadoras são afetadas por preço de carros novos, depreciação, competição por aplicativos e queda do preço dos seminovos.
