Entendendo o setor
O setor químico listado na B3 combina petroquímica, insumos industriais e fertilizantes: Braskem (BRKM3, BRKM5 e BRKM6), maior produtora de resinas termoplásticas das Américas; Unipar (UNIP3, UNIP5 e UNIP6), de cloro, soda cáustica e PVC; Tronox Pigmentos (CRPG3, CRPG5 e CRPG6), de dióxido de titânio; Heringer (FHER3), Nutriplant (NUTR3) e Vittia (VITT3), de fertilizantes e bioinsumos; e Sansuy (SNSY3, SNSY5 e SNSY6), de plásticos.
São negócios cíclicos, ligados ao ritmo da indústria, da construção civil e do agronegócio. O resultado depende do spread entre o preço dos produtos e o das matérias-primas, como nafta e etano, e do dólar, que influencia tanto a receita quanto o custo.
Como grande parte dos preços é determinada no mercado internacional, as empresas brasileiras competem com importados e sofrem quando há excesso de oferta global, principalmente da Ásia.
Como funciona
A rentabilidade depende do spread petroquímico (preço da resina menos o custo da matéria-prima), da utilização da capacidade instalada e do câmbio. Fertilizantes seguem o calendário da safra e o preço das commodities agrícolas. Investimentos são pesados e de longo prazo, e o endividamento em dólar é comum, o que amplifica o efeito das oscilações cambiais no resultado financeiro.
Principais riscos
Ciclo de preço das resinas e do PVC, excesso de oferta global e importações são os principais riscos. Alavancagem elevada, principalmente em empresas com dívida em dólar, pode pressionar o caixa em fases de spread baixo. A Braskem, em especial, enfrenta um cenário de pressão financeira e o passivo geológico ligado à mineração de sal em Maceió. Alterações em impostos de importação e no custo do gás e da nafta também impactam o setor.
