Entendendo o setor
O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, o país é o maior exportador mundial de soja, açúcar, café, carne bovina e celulose. As empresas listadas na B3 incluem produtoras de soja e grãos como SLC Agrícola e BrasilAgro, e processadoras de cana-de-açúcar como São Martinho.
SLC Agrícola opera fazendas próprias e arrendadas no Centro-Oeste e Nordeste, com produção de soja, milho e algodão em escala industrial. BrasilAgro tem modelo híbrido de desenvolvimento e venda de terras além da produção. São Martinho transforma cana em açúcar, etanol e bioeletricidade, com receita diversificada entre os mercados doméstico e de exportação.
O investimento em agronegócio oferece exposição ao câmbio (receita em dólar) e ao ciclo de preços de commodities agrícolas, uma combinação que pode gerar retornos expressivos em cenários de dólar alto ou safra excepcional.
Como funciona
Receita em dólares (exportação), custos parcialmente em reais, a desvalorização cambial é benéfica para a margem. Safra e clima são variáveis não controláveis que afetam diretamente a produção. Custo de arrendamento e fertilizantes (potássio, nitrogênio) são os principais componentes do custo de produção. Empresas de etanol e açúcar têm sazonalidade trimestral marcada pela safra de cana (abril-novembro).
Principais riscos
Risco climático (La Niña, geadas, seca) pode comprometer safras inteiras, o seguimento de preço das ações é diretamente afetado pelas projeções de colheita. Preço das commodities agrícolas é determinado globalmente (Chicago Board of Trade) e pode cair por excesso de oferta ou queda de demanda global. Custo dos insumos (fertilizantes) é volátil e ligado ao ciclo geopolítico (Rússia e Belarus são grandes produtores de potássio).
