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Calculadora Preço Justo Bazin 2026

Quanto pagar por uma ação para receber ao menos 6% de dividend yield? Aplique a fórmula clássica de Décio Bazin e descubra o preço justo.

  • Fórmula clássica
  • DY alvo 6%
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Tabelas e regras de 2026 Conteúdo atualizado em Calculadora atualizada em

Preço justo da ação pela fórmula de Bazin

Informe o dividendo médio anual dos últimos 5 anos. Adicione o preço atual para ver margem de segurança e dividend yield.

Calcule o preço justo (Bazin)

Resultado em tempo real. Use o dividendo médio anual dos últimos 5 anos para encontrar o preço justo pela fórmula de Décio Bazin.

Soma dos dividendos por ação nos últimos 5 anos ÷ 5. Bazin defende média longa para suavizar oscilações.
Opcional. Informe para ver a margem de segurança e o dividend yield atual.
Bazin usa 6% como piso mínimo aceitável. Ajuste se quiser ser mais conservador (7% a 8%) ou mais agressivo (5%).
Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Método Bazin: preço justo por dividendos

A fórmula: dividendo médio ÷ 6%

A fórmula de Bazin estima o preço justo de uma boa pagadora de dividendos pela conta Preço Justo = Dividendo Médio Anual ÷ 6%. O 6% representa o dividend yield mínimo aceitável — Bazin propôs esse piso em "Faça Fortuna com Ações, Antes que Seja Tarde" (1993), em contexto brasileiro de juros e inflação altos, e o número virou referência conservadora até hoje.

Um exemplo direto. Suponha uma empresa que pagou dividendos médios anuais por ação de R$ 3,00 nos últimos 5 anos. O preço justo é 3,00 ÷ 0,06 = R$ 50,00. Se a ação está sendo negociada a R$ 40, a margem de segurança é (50 − 40) ÷ 50, aproximadamente 20%. Filtro clássico atendido.

Já se o mesmo dividendo aparece em uma ação negociada a R$ 65, o dividend yield atual é 3,00 ÷ 65 = 4,6%, abaixo do piso de 6%. Sinal amarelo: sem expectativa clara de crescimento forte dos dividendos, o investidor está pagando mais do que o retorno mínimo aceitável em renda passiva.

Bazin vs Graham: onde cada um faz mais sentido

Bazin e Graham são as duas fórmulas de preço justo mais conhecidas no Brasil, mas atacam ângulos diferentes.

Bazin parte dos dividendos pagos e da fórmula dividendo médio ÷ 6%. Funciona melhor em pagadoras estáveis como bancos, elétricas, seguradoras e telecoms. Serve para investidor com foco em renda passiva. Perde utilidade em empresas que não distribuem dividendos.

Graham parte do lucro por ação e do patrimônio pela fórmula √(22,5 × LPA × VPA). Funciona bem em empresas maduras com lucro e patrimônio recorrentes. Serve para investidor com foco em valor patrimonial. Perde utilidade em growth stocks, techs e empresas em prejuízo.

Na prática, muitos investidores brasileiros usam os dois em conjunto. Uma ação descontada pelas duas fórmulas costuma merecer mais atenção. Uma ação descontada só por uma delas pede investigação sobre por que a outra não confirma.

Exemplo prático: Ana avalia Banco do Brasil pela ótica de dividendos

Ana é investidora com foco em renda passiva. Quer expandir posições em bancões pelo perfil de dividendo. Ela abre a ficha de BBAS3 e coleta o histórico anual de dividendos por ação (aproximados):

  1. Ano 1: R$ 2,40
  2. Ano 2: R$ 2,80
  3. Ano 3: R$ 3,20
  4. Ano 4: R$ 3,60
  5. Ano 5: R$ 4,00

Dividendo médio anual: (2,40 + 2,80 + 3,20 + 3,60 + 4,00) ÷ 5 = R$ 3,20 por ação.

Preço justo pela fórmula de Bazin com yield alvo de 6%: R$ 3,20 ÷ 0,06 = R$ 53,33.

Preço atual no pregão: R$ 23,00. Margem de segurança: (53,33 − 23,00) ÷ 53,33, cerca de 57%. Dividend yield atual: 3,20 ÷ 23,00 = 13,9%.

Números convidativos, mas Ana investiga antes de comprar. Bancos públicos brasileiros carregam desconto por risco político, exposição a crédito direcionado e volatilidade de payout. Ela confere o payout ratio, a sustentabilidade dos dividendos futuros e o cenário macro. A fórmula deu o sinal; a decisão final exige contexto qualitativo, exatamente como em Graham.

Limitações e erros comuns

Bazin é poderoso, mas restrito. Antes de comprar com base na fórmula, filtre os cenários em que ela perde utilidade e evite os erros mais frequentes.

  • Empresas que não pagam dividendos: growth stocks e techs (Mercado Livre, Nubank, boa parte da tecnologia) reinvestem o lucro. A fórmula devolve zero e não serve. Filtre primeiro pelo perfil de pagadora consistente.
  • Empresas em prejuízo ou com dividendo suspenso: sem histórico recente de proventos, a média fica distorcida ou nula.
  • Cíclicas em pico de dividendo: mineradoras e petroleiras em anos de commodity forte pagam dividendos extraordinários que não se repetem. Use média de 5 a 10 anos incluindo anos ruins.
  • Dividendo artificialmente inflado: proventos não recorrentes (venda de subsidiária, reserva de capital) precisam ser excluídos da média. Use só o recorrente.
  • Ignorar o payout ratio: empresa que distribui 100% do lucro não tem margem para manter os dividendos em ano ruim. Payout entre 40% e 70% costuma ser mais sustentável.
  • Confiar em promessa futura: Bazin trabalha com histórico realizado, não com projeção. Dividendo prometido em plano estratégico nem sempre se materializa.
  • Usar 6% em qualquer cenário: com Selic alta, 6% de yield pode ser piso baixo demais. Em juros baixos, pode ser conservador em excesso. Ajuste o alvo conforme o cenário macro.
Dúvidas frequentes

Preço justo Bazin: perguntas frequentes

  • O que é a fórmula de Bazin?

    É a fórmula do investidor brasileiro Décio Bazin, apresentada no livro "Faça Fortuna com Ações, Antes que Seja Tarde" (1993). Ela devolve o preço justo de uma ação boa pagadora de dividendos: divida o dividendo médio anual por ação pelo dividend yield mínimo aceitável (Bazin usa 6%). O resultado é o valor máximo que você deveria pagar hoje para que a ação renda ao menos esse yield em dividendos futuros.

  • Por que Bazin usa 6% de dividend yield como piso?

    Bazin propôs 6% porque, à época do livro, esse era um patamar de yield real considerado bom em relação à renda fixa, com margem para o investidor não ficar preso à volatilidade sem contrapartida. A regra prática se popularizou e continua sendo usada como referência conservadora. Em cenários de juros altos como Selic acima de 12%, muitos investidores brasileiros elevam o piso para 7% a 8% para manter a competitividade com renda fixa.

  • Bazin ou Graham: qual é melhor?

    São complementares, não substitutos. A fórmula de Graham (raiz de 22,5 × LPA × VPA) foca em lucro e patrimônio da empresa. A fórmula de Bazin foca em dividendos pagos ao acionista. Empresas boas pagadoras de dividendos costumam aparecer descontadas em Bazin antes que Graham indique oportunidade. Investidores focados em renda passiva preferem Bazin; investidores focados em valor patrimonial preferem Graham. Use os dois lado a lado para triangular.

  • Qual dividendo devo usar: do último ano ou média?

    Média longa é mais segura. Bazin recomenda usar a média dos dividendos por ação dos últimos 5 anos para suavizar oscilações. Um ano ruim isolado subestima o preço justo; um ano excepcional (por exemplo, dividendo extraordinário de venda de ativos) superestima. Portais como Status Invest e Fundamentus mostram o histórico anual de proventos por ação. Se a empresa distribuiu dividendos crescentes de forma consistente, a média já é conservadora.

  • A fórmula de Bazin serve para qualquer ação?

    Funciona bem em pagadoras estáveis de dividendos: bancos, elétricas, sanitárias, seguradoras, telecoms e algumas commodities maduras. Não funciona em empresas que não distribuem dividendos (growth stocks, techs em reinvestimento, startups), empresas em prejuízo, cíclicas no fundo de ciclo com dividendos suprimidos, ou empresas onde os dividendos são artificialmente altos por venda de ativos não recorrentes. O primeiro filtro é sempre: a empresa distribui dividendos há pelo menos 5 anos de forma consistente?

  • Preço abaixo do justo de Bazin significa compra garantida?

    Não. A fórmula é um filtro inicial, não uma decisão de investimento. Ações descontadas costumam estar baratas por motivos reais: queda esperada de lucros, corte de dividendos anunciado, risco setorial, mudança regulatória. Antes de comprar, valide qualidade do negócio, payout sustentável, endividamento, geração de caixa e histórico de crescimento dos dividendos. Bazin dá o sinal; a decisão exige contexto.

  • Como usar dividend yield atual mostrado na calculadora?

    O dividend yield atual é o dividendo médio dividido pelo preço atual da ação, em porcentagem. Se está acima do seu yield alvo (padrão 6%), a ação já entrega o retorno desejado em dividendos ao preço atual. Se está abaixo, você está pagando mais do que o piso aceitável para receber esse dividendo. Em geral: yield atual maior que alvo indica candidata a compra, menor indica sinal de alerta.

  • Bazin considera o crescimento dos dividendos?

    Não diretamente na fórmula clássica, o que é uma limitação. Empresas com dividendos crescendo 10% ao ano têm preço justo real bem maior do que a fórmula sugere, porque o yield efetivo sobre o preço pago cresce com o tempo. Bazin sugere validar qualitativamente: histórico de aumentos consistentes, política formal de dividendos, geração de caixa sustentável. Uma variação usada é aplicar Bazin sobre o dividendo esperado do ano seguinte, não sobre a média histórica.

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